Mata Atlântica
SERRA DO MAR

Formação vegetal típica das encostas da Serra do Mar. Desenvolve-se sobre o solo raso e se caracteriza por apresentar vegetação arbórea densa, com árvores de grande porte, que podem chegar a 20-30 metros de altura e cujas copas se entrelaçam formando um dossel contínuo, de tal forma que pouca luz atinge os extratos inferiores.

Esses extratos são constituídos de vegetais, como Epífitas e Lianas, adaptados a pequenas quantidades de luz.

O solo da Floresta é escuro, mal ventilado com grande quantidade de matéria orgânica proveniente das camadas vegetais superiores. A ação de organismos decompositores que transformam essa matéria orgânica em substâncias nutritivas, sustenta a Floresta.

É o reino das quaresmeiras, a Tibouchina e a Tabebuia. Há uma quantidade infinita de espécies cobrindo as serras com suas lindas flores violáceas. De outubro ao final do ano, as serras ficam pontilhadas de árvores roxas e árvores amarelo-douradas  

Porém, realmente peculiar a tais matas é o número de plantas que vivem sobre as árvores, as Epífitas, as Orquídeas, Bromélias, Musgos e Samambaias. Sobre os troncos e galhos surgem musgos e liquens - tanto foliáceos quanto filamentosas, podendo chegar  até 1m de comprimento (Usnea).

A Mata Atlântica é o ecossistema brasileiro que mais sofreu com a destruição causado pelo homem. Desde os inícios do século XVI, a ininterrupta derrubada de madeiras preciosas e o abate ou captura de animais, as práticas agropecuárias de baixa racionalidade, concorreram de maneira brutal para a devastação de tão rico BIOMA de outrora.

ILHA SANTO AMARO/ GUARUJÁ

Na Ilha de Santo Amaro esse ecossistema também sofreu com a insensata destruição, mas alguns mamíferos da Mata Atlântica ainda sobrevivem,  como os indefectíveis marsupiais, desde formas minímas até os Gambás (Didelhis). Cuícas pertencentes a diversos gêneros (Caluromys, Marmosa, Philander, Metachirus), incluíndo a bela Cuica-d'água (Chironectes minimus).

Os Canídeos não são muito comuns, entretanto, há algumas raposas chamadas Cachorro-do-mato de coloração cinzento escura que e alimentam de pequenos animais e frutos silvestres.

O Guaxinim, o Furão, o Cangambá, Quati e Felinos, como a Jaguatirica e o Gato-do-mato ainda são encontrados e continuam se alimentando  de diferentes espécies de Ratos, Caxinguelês, Cotias, Ouriços-cachoeiros (Coendou), Antas, Capivaras e outros. A Onça-pintada e a Suçuarana, porém se tornaram raras. O Tamanduá-mirim, Preguiça, Tatu, o Tamanduá-bandeira e a Lontra continuam ocorrendo na Ilha, porém as populações estão em rápido declínio salvo no Rabo do Dragão e algumas áreas onde o progresso ainda não chegou.

Entre as aves subsistem  belos Tucanos ( no morro de Sorocutuba e áreas preservadas) e ainda ocorrem alguns espécies de  Periquitos, entre outros, na região do Guaiúba.

Porém a  Mata Atlântica da Ilha de Santo Amaro continua ser um ecossistema rico em formas aladas. Nas arredores do Forte das Andradas ( localizada na Praia do Tombo), por exemplo, temos observadas pássaros como os tão conhecidos Pardais, o Bico-de-lacre, a Rolinha-caldo-de-feijão, a Alma-de-gato, o Anu-preto, o Anu-branco, o Pica-pau-anão e a Sabiá-laranjeira entre outros. *

No mesmo Forte das Andradas ainda vive/vivia um grupo de Jacus da Ordem Galliformes, como não temos ouvido seu canto característica ultimamente não sabemos se o grupo ainda existe ou se foram abatidas pela população dos arredores.*

Os Sanhaços, os Saíras, os Tico-ticos, os Bem-te-vi, os Chupins, as simpáticas e pequenas Cambacicas que juntamente com diversas espécies de Beija-flor se alimentam das flores, continuam habitando as matas e arredores.*

Entre as aves noturnas encontramos diversas Corujas, como a Suindara, a Corujinha-do-mato e a Coruja-buraqueira, além do Urutau, ave que pousa durante o dia na extremidade de um tronco em posição ereta, imóvel e com a cabeção voltada para cima.*

Também podemos observar nos céus o magnífico vôo dos Urubus e dos Gaviões, entre quais o Gavião Peneira, o Gavião-carijó, o Caracará e o Gavião Quiriquiri.*


* Observações de Campo por nossa equipe.

Ilustrações Digitalizadas: Simone Marie Wagemaker & Erika Karnachouvas

BIBLIOGRAFIA:
    
                                                                                    
RIZZINI Carlos T., COIMBRA FILHO Adelmar F., HOUAISS Antônio: Eccossistemas Brasileiros, Editora Index-1988;

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